Indo Fundo


Lembranças pitaram o meu dia, as memórias pitavam um em cima outra, uma aquarela de cores, a cada lembrança podia ver o meu passado, cada coisa que fiz e que me fizeram, o futuro eu não previa naquela época. e hoje não prevejo também, mas hoje tenho uma pequena esperança que faz com que eu acredite em um destino melhor. As pinturas continuaram e me afundei em um mar de telas pintadas e retratos tirando em molduras antiga, cheias poeira, mas fazia tempo que eu não visitava elas, deixei elas no fundo, bem fundo juntando poeira, estava com preguiça de limpa-las.
Enquanto eu me afundava naquele mar de memórias as pinturas e retratos passavam por mim, tentei nadar contra a corrente, mas não podia, eu devia saber desde do começo, a vida tinha programado essa pequena visita no mar das minhas memórias, do meu lado direito passou aquela linda imagem todos nós juntos, do esquerdo passou aquele memória que foi feita esse ano, foi ele, como ele pode me perseguir até nesse mar de coisas? Ele deveria ter me puxado daquela momento horrendo, mas não importa.
As memórias foram passando, as coisas, elas começaram a passar rápido demais, eu queria queimar aquelas telas e retratos, eles já não me servem mais, quero esquecer essas coisas, quero esquecer o passado, será que posso ter isso? Por favor, eu apenas peço um tempo, não quero ficar relembrando essas coisas que não vão me fazer bem! Quero viver sem me sentir horrível pelas coisas que me aconteceram no passado, por favor.
Tentei nadar para chegar em solo terrestre, mas não estava conseguindo, nadei e nadei, demorei muito tempo mesmo assim as memórias passavam por ali, novamente vi ele, que coisa mais estranha, depois apareceu as pessoas que sempre me aturam, eu nadei não podia desistir, estava no meio do caminho, avistei terra firme, amém. Me aproximei da terra firme e eu não conseguia mais e então eu parei, não conseguia mais, já chega, desisti e comecei a afundar e então alguém me agarrou, será que era ele? Não, não era, a minha esperança reviveu, não era ninguém, foi apenas coisa da minha cabeça,  minha últimas memórias passaram, nadei, nadei, nadei e então cheia a terra firme, o alivio era tão bom, ali não havia mais nada, os retratos e as fotografias afundaram naquele mar, não quero lembrar daquelas memórias, são ótimas memórias, mas se elas me fizesse bem talvez não seria lembranças perdidas no meio desse grande mar.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Resenha do livro Luna Clara e Apolo Onze da Adriana Falcão

Do que falar? - Kéfera divulgar novo livro, o fim de Pretty Little Liars, American Horror Story com novidades e mais

André Vianco estará na Feira do Livro de Brasília