destrancando o baú velho
Eu sabia que esses dias seriam diferentes, mas não sabia que seria assim.
Eu nunca senti saudades de quase ninguém, nunca gostei de me apegar e se eu me apego e trato logo de desapegar, pois gosto de pensar que as pessoas são livres e que se eu me apegar a elas, elas não poderá voar, até quando vou me despedir eu não choro, pois sei que quando a pessoa vai embora é que por algum motivo a vida escreveu assim.
Eu não sou uma pessoa cruel, não sou uma pessoa sem coração é porque eu vejo muito o lado bom das coisas. Com você não seria diferente, na época queria esquecer tudo, até trocar de nome se possível, afinal iria ter um novo ano, novas histórias para serem descobertas, novas pessoas. Mas foi difícil é então você reaparece e eu acabo destrancando o baú que eu tinha trancado com a saudade dentro, eu podia ouvi a saudade gritar lá dentro, gritos horrendos querendo a liberdade, ouvi dizer que esse é o real sentido da saudade, quando ela é sentida parece um vazio, mas no instante em que ela se libertar o sentimento é de alívio.
Você apareceu, como dizer por aí quem é vivo sempre aparece, eu poderia dizer: Oi, meu nome é Rodrigo, afinal você mudou e faz tanto tempo que a gente não se via parecia que a gente tinha brigado, mas o reencontro não foi estranho, tínhamos assunto para conversar, mesmo tão diferentes éramos iguais, mesmo tão longe estamos tão perto, mesmo sem nos falamos parecia que a gente tinha se falado ontem, coitado de mim que achava que saudade não tem idade, é claro que tem e é você quem decide quando ela morre.

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