Resenha do filme Animais Noturnos
No dia 29 de dezembro chegou ao Brasil o filme ganhador do prêmio júri do festival de Veneza e dirigido pelo estilista e cinesta Tom Ford que dirigiu o filme Direito de Amar, de 2009.
O filme Animais Noturnos acompanha os dias de Susan Morrow (Amy Adams), uma mulher bem sucedida que trabalha com arte e que está passando por uma crise em seu casamento, em um dia ela recebe um manuescrito do livro de seu ex-marido Tony. O livro tinha uma história pertubadora e é dedicado a ela. E então vamos acompanhando Susan enfrentar o passado e os seus monstros enquanto acompanhamos três histórias.
No filme é contada três histórias, o presente de Susan, o passado de Susan e a história do manuescrito. A história do manuescrito acompanha uma família de três membros e eles acabam se envolvendo em um acidente simples na estrada e a mulher e a filha da família são levadas por bandidos e então acompanhamos essas histórias.
Quando eu ouvi que Amy Adams tinha sido escalada para esse filme eu pensei que seria mais um filme qualquer, eu não gostava muito da Amy Adams, mas nesse filme eu fiquei impressionado com o talento dessa mulher. Eu fiquei fascinado com o talento que Amy mostra em sua interpretação, o elenco interpreta muito bem e um dos que estão incríveis é o Aaron Taylor-Johnson que é um dos bandidos do thriller que Susan ler no filme.
Animais Noturnos brinca com quem assiste e nos mostrar a junção entre o real e a ficção. Em sua mente Susan imagina os personagens do livro que lê com as pessoas ao seu redor e percebemos o quanto Susan é tocada com aquele livro.
Outro motivo pra assistir a esse filme é a fotografia e palheta de cores que compõe o filme, ao assistir esse filme eu ficava impressionado com cada cena do presente Susan, as cores frias eram perfeitamente colocadas no cenário e as cores quentes ficavam lindas na história do livro, e as cores demostram o sentimentos daqueles personagens. Eu conseguia entender cada sentimento de Susan ao observar cada cor das cenas.
Mas nem tudo é perfeito, o filme vai nos levando, quebrando as nossas expectativas para os rumos do filme e então percebemos que o filme tem vida própria e não segue as famosas regras clichês do cinema que costumamos ver nas telas. E a ansiedade de saber o final do filme vai acabando com tempo e não o filme não fica chato, mas ele vai forçando levar a história por mais alguns minutos, e não faz tanta questão ver o filme até o final e quando o final chega as coisas se encaixam e eu percebo que o filme, pra mim, fala que as pessoas nem sempre vão estar ali para que possamos brincar com elas, pois elas superam e no fim a gente precisa superar, mesmo que no passado tenhamos feito escolhas erradas que fizessem com que essas pessoas não estivessem mais ali do nosso lado.
O filme é interessante e a história de Susan vai tomando rumos que nós, espectadores, não esperamos. Não é pelo motivo que citei acima que o filme é ruim, ele não é e mostra o quanto a realidade e ficção podem caminha juntas.
Veja o trailer:

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