Resenha do Livro As Crônicas de Nárnia: O Sobrinho do Mago


Publicado originalmente em 1955 e escrito por C.S Lewis, “O Sobrinho do Mago” conta a história da criação de Nárnia. Mesmo que tenha sido um dos últimos livros da série a ser publicado, é recomendado que se leia esse livro primeiro.



O livro que contem apenas noventa e oito páginas na edição de número dois da editora WMF Martins Fontes, no retrata a história de Polly e Digory que se conhecem em um momento em que Digory está chorando por não ter um quintal gigante para brincar, pois, agora ele mora em Londres. Além disso, ele está vendo sua mãe morrer aos poucos por causa de uma doença, mas logo Polly faz ele esquecer disso e arrumam um mistério para desvendar. Eles resolvem descobrir o que tem na casa ao lado que está vazia.

Eles entram pelos tuneis de ar da casa, porém, acabam caindo no laboratório do tio maluco de Digory. Tio André é um velho que diz achar passagens para outras dimensões, logo as crianças descobrem que Tio André é um pilantra que manda porquinhos da Índia para um lugar onde nem mesmo ele conhece. Com a lábia de um bom pilantra, o velho convence Polly a colocar um anel amarelo no deu e ela desaparece. A tal dimensão realmente existia, mas só tinha uma forma de voltar para a deles, Polly teria que colocar um anel verde, mas ela não tinha levado. Digory teria que ir atrás dela.

Nessa tal dimensão só havia supostamente lagos, mas logo eles caíram em alguns e perceberam que, na verdade, esses lagos eram portais para outros lugares e acabam encontram um lugar onde havia ruínas, nessas ruínas havia um sino e várias estatuas, sem saber do que se tratava Digory tocou o sino e despertou a Rainha, uma mulher muito egocêntrica que queria ser Rainha do mundo inteiro, com esse sentimento de dominação, a Rainha acaba voltando junto com as crianças para Londres. A rainha já tinha destruído o próprio reino e agora queria dominar Londres, a única coisa que ela fez foi bagunça essa cidade. A bagunça foi tão grande que PollyDigory, Tio André, a Rainha, o guarda de Londres e o cavalo da policia foram para em um mundo totalmente escuro.

C.S Lewis era cristão, então ao descrever o mundo onde os personagens foram parar, Lewis consegue fazer o leitor se recorda da teoria cristã sobre a criação do mundo. Quando ele descreve o surgimento de Aslam, o criador de Nárnia, e o surgimento da própria Nárnia os sentimentos ficam a flor da pele e Narnia parece um lugar de paz e liberdade.

Mas a história não acaba aí, Digory trouxe o mal com ele para Nárnia e ainda precisava saber se Aslam poderia ajudar a mãe dele a se curar. Aslam mandou pegar uma maça, essa maça era a tentação, daria fome e desejo de come-la, mas ele não poderia fazer isso. Ele resistiu a tudo isso e Aslam falou que essa maça era para sua mãe e que ela ficaria bem.

Depois que a mãe de Digory comeu a maça, o miolo foi plantado e se transformou em uma árvore linda que acabou se tornando um guarda-roupa muito bonito, mas essa história fica para a próxima resenha.

Mesmo assim, o mal tinha sido plantado nas origens de Nárnia, e aquela história só acabaria no último volume das Crônicas de Nárnia “A Última Batalha”.

Por fim, o livro é escrito com leveza e nos instiga a continuar a leitura, sem perceber terminei em um dia, C.S Lewis escreve lindamente para crianças, inclusive ele escreveu “Três Maneiras de Escrever para Crianças.”

C.S Lewis usa algumas referências bíblicas para escrever um livro sobre lealdade, amor, compaixão e perdão, essa ultima é uma das lições mais importantes que vi nesse livro e nos filmes da saga que já assisti. Digory errou ao despertar a Rainha, mas Aslam perdoou, pois, todos erramos e Aslam sempre vai está pra ajudar seus narnianos.

E você o que achou do livro? Já leu? Quero saber a opinião de vocês!

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